segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Crackers ressuscitam kit Neosploit e ataques aumentam

Supostamente desfeito há 3 meses, grupo responsável por kit de ataques volta à ativa.
Por Computerworld, EUA 26 de setembro de 2008 - 17h11

O notório kit para crackers Neosploit, supostamente retirado do mercado há três meses, não apenas voltou como também é o responsável pelo aumento nos ataques, afirma Ian Amit, diretor da consultoria de segurança Aladdin Knowledge Systems.


As notícias sobre sua "aposentadoria" foram exageradas, alegou. Em julho, pesquisadores do FraudAction Research Lab, da RSA, afirmaram que os criadores do Neosploit estavam abandonando o setor. Para provar, o laboratório mostrou uma mensagem supostamente originária dos autores do kit.


O Neosploit, que apareceu em 2007, foi um desdobramento do MPack e uma versão atualizada de outro famoso kit, o WebAttacker.


Estes kits, incluindo o Neosploit, foram usadas por cibercriminosos para lançar códigos de ataque contra brechas no Windows, Internet Explorer e QuickTime. Mas o Neosploit também tem novas funções, como análise de estatísticas e ferramentas de gerenciamento.


No entanto, mesmo a RSA não esperava que grupo terminasse. "Não é necessariamente o fim do grupo", afirou Sean Brady, diretor de marketing da RSA em julho. Brady estava certo.Desenvolvedores do Neosploit estavam de volta. Há dois dias, descobriram um servidor na Argentina, administrado por um desenvolvedor do kit, que continham o Neosploit 3.1, datado de 9 de agosto.


Segundo Amit, outros dados no servidor mostraram que o acesso era feito por 20 usuários, sete dos quais tinham um "volume alto de dados" que registravam milhares de novos ataques feitos com sucesso todo dia.


Os 20 usuários comprometeram cerca de 300 sites, diz Amit, que se tornaram repositórios de ameaças do Neosploit para qualquer visitante que chegasse ao site sem que estivesse com todas as correções em dia.


O pesquisador afirma ter evidências para indicar que mais de 250 mil ataques contra Pcs foram realizados por meio destes sites.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

IBGE: Um quinto das casas brasileiras tem PC com acesso à Web

Posse de micros e celulares é principal destaque da PNAD 2007; 20,2% dos domicílios brasileiros têm conexão à internet.

Por
Redação do IDG Now!
18 de setembro de 2008 - 11h49

Um quinto dos domicílios brasileiros já tem computador com acesso à internet, segundo dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referente a 2007. O destaque do PNAD 2006 foi o porcentual de casas brasileiras apenas com celular.

De acordo com o estudo, dos 56,43 milhões de domicílios brasileiros em 2007, 11,4 milhões possuem um micro com conexão à internet, penetração de 20,2%. Ao se considerar máquinas sem acesso online, o número sobe para 15 milhões de lares (participação de 26,6%).

Há um grave problema de distribuição que persiste no setor, com mais da metade dos lares com PCs (8,8 milhões) situados na região Sudeste.

A presença de telefones também cresceu no
PNAD 2007, atingindo 77%, ou 43,4 milhões, dos domicílios brasileiros, aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao PNAD 2006.

Segundo o IBGE, por mais que o acesso a serviços fundamentais (como rede de esgoto e energia elétrica) tenha crescido, a posse de equipamentos de comunicação foi o grande destaque do levantamento.

Desde 2002, diz a organização, a posse de telefone celular vem crescendo entre os brasileiros a indíces acima dos 15% ao ano.

Lares que contam apenas com telefonia celular atingiram 17,8 milhões, o que corresponde a 31,6% do total de domicílios - nas regiões Centro-Oeste (42,7%) Norte (39,4%) e Nordeste ( 35,2%), a participação dos celulares é ainda maior.

Microsoft seleciona desenvolvedores em São Paulo

Interessados devem ter conhecimento em linguagem de programação C3, C++, .Net e Java e criação de códigos, além de curso superior em TI.

Por Redação do IDG Now!

A Microsoft seleciona desenvolvedores para o núcleo de desenvolvimento de software Dynamics, em São Paulo. Para concorrer, os candidatos precisam ter conhecimento em linguagem de programação C3, C++, .Net e Java e criação de códigos.

São requisitos também ter graduação em Ciências da Computação, Engenharia ou Tecnologia da Informação, boa comunicação e inglês fluente.Os profissionais atuarão no centro de desenvolvimento de software, na divisão Microsoft Business Solutions, responsável pela linha de produtos Dynamics.

Os interessados devem se cadastrar no site de
recrutamento e seleção da Microsoft.

Episódio 188 - The Fallen Shinigami’s Pride

Mais um lançamento para os fans do anime....
Mais uma vez quero agradecer o grande trabalho da equipe do DattebayoBrasil.com 


Episódio 188: The Fallen Shinigami’s Pride 
Subber: Dattebayo Brasil
Uploader: Gbord
Qualidade: .avi
Tamanho: 170 MB
Download: RapidShare

Episódio 188: The Fallen Shinigami’s Pride 
Subber: Dattebayo Brasil
Uploader: Gbord
Qualidade: .rmvb
Tamanho: 42 MB
Download: MediaFire

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

As 5 formas perfeitas para perder seus melhores funcionários

É preciso tomar cuidado com as suas atitudes diárias. Rapidamente, você pode perder seus melhores funcionários. Saiba como evitar isso.

Por Computerworld, EUA

Independentemente das condições macroeconômicas, seus funcionários de alto nível vão conseguir arranjar outro emprego.

"Os melhores funcionários são contratados sempre, não importa a época. Os CIOs precisam se defender disso e criar um ambiente que os faça quererem ficar", orienta Paul De Young, líder de gestão de talentos da Watson Wyatt Worldwide.

Será que você está fazendo isso? Ou suas táticas de gestão levam as pessoas a correr? Antes de responder, leia estas histórias de alerta que podem ajudá-lo a não empurrar seus grandes talentos porta afora.

Erro No. 1: Reprimir a criatividade.
"Programadores tem suas próprias visões, normalmente fortes, de como agir, não sendo incomum haver conflitos entre eles e os gerentes", diz Pradeep K. Khosla, diretor fundador do CyLab e reitor da Faculdade de Engenharia, ambos na Universidade Carnegie Mellon.
Khosla relembra o caso de um amigo que largou o emprego de programador porque não podia levar adiante suas próprias idéias sobre arquitetura de TI que ele considerava necessárias para a empresa.

Atitude inteligente: Nem os funcionários mais talentosos podem fazer as coisas a seu modo o tempo todo, mas os gerentes precisam equilibrar as idéias criativas dos funcionários com as políticas e os programas corporativos.
"A organização tem que criar uma cultura, da alta gerência até embaixo, que dê às pessoas a oportunidade de serem criativas", observa De Young.
E, embora a maioria das empresas não possa adotar um modelo como o do Google, que permite que seus engenheiros reservem 20% do tempo à realização de seus próprios projetos, De Young diz que muitas delas podem e devem possibilitar que seus principais profissionais deixem de lado suas tarefas habituais por algum tempo para se dedicar a projetos que desenvolvam a imaginação.

Erro No. 2: Microgerenciar a equipe.
É difícil imaginar os fundadores de uma empresa de US$1 bilhão exigindo que a aprovação de todos os gastos de TI acima de US$ 1 mil passe por eles, verificando horas trabalhadas dos funcionários e impondo acordos de retenção para quem busca treinamento relacionado ao cargo.
Mas Adrian M. Butler, vice-presidente de TI e telecomunicações e serviços de suporte da Accor North America, conhece um diretor de TI que trabalhou para estes tipos de executivos.
O controle rígido da gerência era um caso claro e extremo de microgestão. "As pessoas sentiam que havia falta de confiança em suas habilidades", diz Butler. O diretor de TI saiu do emprego dois meses depois.
"Ele não se sentiu com poderes na função", conta Butler. O responsável pela contratação do diretor de TI também saiu por motivos semelhantes.

Atitude inteligente: É um problema complicado porque a tendência a microgerenciar é mais um traço da personalidade do que uma diretriz, segundo Franz Fruehwald, CIO da Arquidiocese da Filadélfia -- Catholic Human Services. Ele também já lidou com este tipo de gerente.
Entretanto, se você solicitar um feedback franco de pessoas próximas, pode reconhecer e podar em si mesmo o comportamento de microgerenciar. "Alguns reportados diretos têm capacidade e permissão para falar comigo francamente", revela Fruehwald. "Eu lhes digo que eles têm que falar sem rodeios."

Erro No. 3: Rejeitar novas oportunidades e mudanças.
No papel de facilitador do Fórum de Liderança Regional, um programa de desenvolvimento conduzido pela Society for Information Management, Bart Bolton vê muitos profissionais de TI promissores. Na realidade, a maioria dos que participam do programa de nove meses são patrocinados por suas organizações porque são considerados funcionários com alto potencial.
Mas nem todas as empresas sabem gerenciar estes funcionários. Bolton recorda de um gerente de TI sênior que descobriu que seu chefe não estava disposto a lhe dar novas oportunidades após a conclusão do programa.
"O gerente queria mais desafios e responsabilidades. Eles conversaram sobre o assunto e nada aconteceu", diz Bolton, que também é consultor de liderança na Lifetime Learning.
Poucos meses depois, este gerente arranjou um emprego em outra empresa onde sentiu que teria mais chance de crescer.

Atitude inteligente: Crie expectativas realistas, orienta Anne Marie Messier, fundadora da Straightline Management Solutions. Explique aos funcionários por que eles estão sendo mandados para treinamento e o que podem esperar depois do treinamento. Se não houver oportunidades imediatas de progredir, uma boa tática de retenção é dizer aos profissionais empolgados que eles estão na lista de candidatos a novos desafios. Mas seja fiel ao que prometeu.

Erro No. 4: Não ouvir os funcionários.
Ben Berry, analista sênior de sistemas em uma equipe que desenvolve aplicações clínicas e de negócio em um hospital, trabalhou junto com um médico para determinar os requisitos de negócio de toda a instituição.
Embora os dois tenham compartilhado a responsabilidade pela tarefa, Berry recorda que o médico não quis ouvir as idéias de mais ninguém. "Ele não quis sugestões da equipe. Tentava comandar todas as decisões. Isso minava a equipe e eu, pessoalmente, me sentia subutilizado", admite Berry, que agora é CIO do Departamento de Transporte do Oregon.
Berry abordou a situação diretamente com seu supervisor e o médico, mas nada mudou e ele saiu para ocupar um cargo melhor em outra empresa.

Atitude inteligente: Use todo o talento que o cerca. "Contratamos pessoas que julgamos capazes de executar o trabalho", diz Berry. "Se não permitirmos que elas empreguem todas as ferramentas que possuem ou se tentarmos forçá-las a fazerem do modo como sempre fizemos, prestaremos um desserviço ao indivíduo, à equipe e à organização."
Políticas de portas abertas e consenso possibilitam que todos os membros da equipe contribuam e expressem suas opiniões, ensina Berry.

Erro No. 5: Mudar o ambiente de trabalho sem levar em conta o impacto sobre os funcionários.
Quando uma empresa de varejo nacional terceirizou suas operações de TI e a maior parte dos seus analistas de negócio, descobriu como costumam reagir os profissionais talentosos deixados para trás: eles fogem.

Bob Rouse, professor de ciência da computação e executivo de planejamento de TI da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, conhece essa história. O outsourcing reduziu a organização drasticamente, de cerca de 2,5 mil para mil funcionários de TI. Os restantes enfrentaram um volume de trabalho maior e mais diversificado. Além disso, grande parte dos melhores funcionários tinha ido para o outsourcer. E, visto que os ótimos funcionários sobreviventes tiveram que trabalhar com uma equipe interna mais fraca, ficaram ainda mais sobrecarregados.
Como resultado, em um ano a organização perdeu 10% do seu pessoal de alto nível. "Eram pessoas muito comercializáveis, mas que nunca pensariam em sair se não fosse o outsourcing", diz Rouse.

Atitude inteligente: Mantenha as pessoas na equação do negócio. As empresas, com freqüência, enfocam objetivos do negócio e metas financeiras quando fazem mudanças táticas, esquecendo-se de que "há seres humanos envolvidos", salienta Bob Eubank, diretor executivo da Northeast Human Resources Association.
Para evitar o êxodo de profissionais com alto desempenho após uma mudança, Eubank aconselha executivos e gerentes a informar seus funcionários sobre eventos iminentes o mais cedo possível. Os gerentes devem ficar particularmente atentos aos seus melhores trabalhadores, permitindo que eles conheçam as oportunidades pós-mudança. Quando vislumbram oportunidades, as pessoas, muitas vezes, mostram-se dispostas a se sacrificar, acrescenta Eubank.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Modem para banda larga via rede elétrica vai custar R$ 100

Equipamento, que está sendo desenvolvido na Universidade Federal de Juiz de Fora, será produzido no Brasil para diminuir custos.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

Como era se esperar, a oferta de banda larga pela rede elétrica em São Paulo, que será feita pela AES Eletropaulo Telecom, e em Curitiba, feita pela Copel, não são fatos isolados.

A guinada rumo ao PLC depende também do modem. Não é possível imaginar consumidores adotando a tecnologia se o preço não for acessível - hoje, importado, este aparelho custa em torno de 400 a 500 reais.

A Universidade Federal de Juiz de Fora está desenvolvendo um modem nacional com preço de 100 reais e com velocidade atual de 500 MB na camada física.

"A idéia é que seja barato. Queremos uma solução com qualidade, feita em território brasileiro, que facilite a popularização", conta Moises Ribeiro, coordenador do projeto. Ele acrescenta que a velocidade do modem pode "facilmente" subir para 700 a 750 MB na camada física.

Com a produção nacional de modem, a oferta de banda larga pela rede elétrica poderá ter valores mais acessíveis do que as tecnologias de TV a cabo e ADSL.

Para o projeto, a universidade recebeu pouco mais de 1 milhão de dólares da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e parceria de empresas privadas. A produção em escala, relata, deve começar a acontecer em 2010.

O professor Ribeiro destaca que o modem vai funcionar tanto para indoor quanto outdoor. "O seu acoplamento permite isso", disse. Ele destacou também que "haverá dispositivos para transportar os sinais de ambientes indoor para outdoor".


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Acelerador começou a funcionar

Acelerador começou hoje a funcionar
11:00 | Quarta-feira, 10 de Set de 2008
LHC, a maior máquina da Terra

Descobrir como foram os primeiros instantes do Universo, após a explosão do 'Big Bang': eis o que milhares de cientistas buscam.

Virgílio Azevedo (textos) e Jorge Simão (fotos), enviados a Genebra

O elevador desce suavemente e, em poucos minutos, chega a 100 metros de profundidade, parando na vasta caverna de betão onde está instalado o CMS. É um enorme detector de partículas de cores vivas - verdes, laranjas, amarelos, vermelhos, azuis -, um microscópio gigante que impressiona pelas suas medidas: 21 metros de comprimento, 15 metros de diâmetro e 12.500 toneladas! E não foi nada fácil escavar a caverna que alberga este detector do LHC (Large Hadron Collider), o maior acelerador de partículas do mundo, que tem 27 km de perímetro e vai entrar em funcionamento no dia 10. No local havia um lençol freático que tornava o solo movediço, o que obrigou a medidas drásticas e megalómanas: a terra foi congelada à volta da caverna até que esta estivesse concluída e hoje está suspensa por cabos presos à superfície!

Implantada entre a França e a Suíça, junto ao aeroporto de Genebra, a maior máquina da Terra mostra como a Ciência está cheia de contradições: para observar a matéria à escala do infinitamente pequeno é preciso construir instrumentos gigantes. Mas vale mesmo a pena este esforço desmesurado do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), que tem mobilizado milhares de cientistas? E que já custou mais de €4 mil milhões?

A julgar pelo principal objectivo do LHC, o Grande Colisionador de Hadrões, parece que sim. O que está em causa é simular pela primeira vez as condições do Universo imediatamente a seguir ao evento que o criou, o "Big Bang", e descobrir a partícula da matéria que falta para entendermos a origem de tudo: o bosão de Higgs. O ambiente de optimismo quanto ao sucesso desta experiência é bem visível entre os cientistas, para quem visita o CERN. Mas a verdade é que ninguém tem a certeza se o mais pequeno fragmento da matéria, previsto há 40 anos pelas teorias do inglês Peter Higgs (ainda vivo), vai ser mesmo detectado. Se o LHC o descobrir, só dentro de dois anos, pelo menos, os investigadores e técnicos dos maiores laboratórios de física poderão festejar este acontecimento histórico.

O processo que conduziu à construção do LHC é o culminar de uma história de 54 anos de sucessos da organização. E a afirmação definitiva do Velho Continente como líder mundial na física de partículas. Mas há mais. O CERN tem um modo de funcionamento único que é uma das razões do êxito, representando o que há de melhor na alma europeia. "Aqui trabalham em equipa, lado a lado, cientistas oriundos de países em guerra ou em conflito, como a Rússia e a Geórgia, a Índia e o Paquistão, os EUA e o Irão. E todos os investigadores são tratados por igual, venham eles de países grandes ou pequenos, ricos ou pobres", afirma a cientista portuguesa Ana Henriques, coordenadora de uma das equipas do ATLAS, um dos grandes detectores de partículas do LHC. A maior máquina de sempre é, assim, uma máquina da paz e da concórdia. Os resultados da investigação desenvolvida são postos à disposição da comunidade científica internacional e esta política de abertura é, sem dúvida, um dos segredos do sucesso do CERN.

Cerca de 2500 pessoas trabalham na instituição, mas há mais 7000 cientistas visitantes de todo o mundo que frequentam regularmente os laboratórios. A cooperação internacional que a criação do LHC mobilizou é impressionante: dez mil cientistas de 500 instituições académicas e empresas industriais espalhadas pelo planeta contribuíram, e os equipamentos foram construídos em vários países europeus, incluindo a Rússia, assim como nos EUA, Japão, Índia e Canadá. E surpresa das surpresas: 1500 físicos americanos estão ligados ao CERN, isto é, "o maior laboratório de física de partículas dos EUA está na Europa", explica ao Expresso com um ar triunfante o director-geral da instituição, o francês Robert Aymar.

Portugal tem mais de cem investigadores e técnicos no CERN, sendo um dos seus 20 Estados-membros. Esta foi a primeira organização científica internacional a que o país aderiu, em 1986. Na altura havia apenas dois doutorados em Física de Partículas, mas hoje são cem, 70 dos quais estão a trabalhar no LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas). "Hoje em dia, os grandes projectos científicos só podem ser feitos com base na cooperação internacional, e Portugal tem beneficiado imenso da participação no CERN, tanto na ciência como no ensino e empresas", considera Ana Henriques, acrescentando: "Na instituição faz-se ciência pela ciência, mas há desenvolvimentos tecnológicos com muitas aplicações na sociedade". E João Varela, coordenador da participação portuguesa no detector de partículas, sublinha que "é fundamental que a ciência portuguesa tenha referências e se confronte a nível internacional".

Perguntas & Respostas

O LHC vai criar buracos negros que podem engolir a Terra?

Os grandes buracos negros são criados no Universo através do colapso de estrelas massivas com grandes quantidades de energia gravitacional que absorvem toda a matéria envolvente. Alguns físicos sugerem que as colisões de partículas do LHC poderão criar buracos negros microscópicos. No entanto, um relatório de peritos independentes reunidos pelo CERN conclui que estes nunca teriam força gravitacional suficiente para engolir a matéria em volta. E estas equivalem às energias dos mosquitos! Se o LHC pode produzir miniburacos negros, então os raios cósmicos de energias mais elevadas que bombardeiam constantemente a Terra já teriam produzido muitos mais. Mas a Terra, surgida há 4,6 mil milhões de anos, ainda não desapareceu...

A colisão de partículas gera níveis de radiação perigosos?

A emissão de radiações é inevitável em aceleradores como o LHC e na colisão de partículas, mas não é permanente como nas centrais nucleares, mas apenas quando se fazem experiências. Quando o acelerador estiver desligado para manutenção, entre Janeiro e Março de cada ano (para evitar o consumo de energia no Inverno), a radiação acaba. O CERN obedece às regras de segurança das centrais nucleares da França e da Suíça, países onde estão instalados os seus 574 edifícios e as suas 251 áreas subterrâneas.

O que é o bosão de Higgs?

É uma das peças fundamentais na construção do Universo. O seu nome deve-se ao físico britânico Peter Higgs. Há cerca de 40 anos ele formulou uma teoria que defende que todo o espaço está ocupado por um campo, e que é através da interacção com ele que as partículas constituintes da matéria adquirem a sua massa. As partículas que interagem intensamente com este campo são pesadas e as que interagem pouco são leves. E o campo de Higgs tem pelo menos uma nova partícula associada, o bosão de Higgs.

Como são produzidos os feixes de partículas?

A partir do hidrogénio, o elemento mais abundante no Universo. Os protões que vão colidir no novo acelerador de partículas são obtidos retirando os electrões dos átomos de hidrogénio.

Por que razão o LHC tem 27 km de perímetro?

O tamanho de um acelerador está relacionado com o máximo de energia que se pretende obter na colisão das partículas e com os resultados que se querem alcançar. No LHC as colisões irão ocorrer em quatro pontos onde estão localizados detectores, e as partículas viajarão a uma velocidade muito próxima da velocidade da luz (99,9999991%), fazendo 11 mil voltas por segundo no túnel circular do LHC.

CINCO PERGUNTAS A:

Robert Aymar, director-geral do CERN

Qual é a importância das experiências do novo acelerador de partículas?

Todo o ser humano pergunta de onde vem e porque está aqui na Terra, o que criou a matéria e a vida, como chegámos à complexidade actual do Universo 13,7 mil milhões de anos depois do seu nascimento. É para compreender esta evolução que o CERN construiu o LHC, uma máquina de colisão de partículas.

Como justifica perante os contribuintes europeus o dinheiro gasto?

O CERN dedica-se à física fundamental, mas se nos preocupássemos apenas em fornecer à sociedade uma melhor compreensão do Universo não havia justificação para o que andamos a fazer. Ao mesmo tempo estamos a fazer progressos que entusiasmam o ser humano. E tenho a certeza de que todos os aparelhos que estamos a desenvolver são postos ao serviço da sociedade. Por exemplo, a World Wide Web foi descoberta no CERN e oferecida livremente ao mundo. Na medicina desenvolvemos ferramentas que são hoje usadas por todos. E temos a capacidade de acolher, num lugar com condições únicas de internacionalização e trabalho de equipa, investigadores provenientes de todo o lado, bem como assegurar a formação de novos cientistas, que depois regressam aos seus países para trabalhar. O CERN é um local de formação da elite científica da sociedade, dos cientistas do amanhã.

O LHC é uma vantagem importante da Europa em relação aos EUA?

O CERN nasceu depois da Segunda Guerra Mundial com o propósito de recuperar a liderança europeia na física, criando uma cooperação entre os países de modo a alcançar progressos substanciais nesta área, sabendo que a física é a base de todas as outras ciências. É importante reconhecer que o CERN foi criado, em parte, para competir com os EUA. Hoje, o maior laboratório americano de física está no CERN e não nos EUA, porque há 1500 físicos americanos a trabalhar na instituição, isto é, mais do que em qualquer outro país do mundo. O LHC é, por isso, uma manifestação do sucesso europeu, porque fomos capazes de financiar um projecto onde os EUA falharam - com o Super Super Colisionador (SSC). E conseguimos esse objectivo com menos custos e muito maior inovação. O LHC é uma máquina necessária e única, porque sabemos que o presente nível de conhecimento da física de partículas não está completo, não é coerente, falta alguma coisa, faltam outros tipos de partículas.

Qual é a sensação de assistir finalmente à primeira experiência para fazer circular um feixe de partículas no LHC a 10 de Setembro?

Alívio. A discussão sobre o LHC começou há 25 anos. Foi um processo tão longo e trabalhoso para tanta gente em todo o mundo que hoje, de certa maneira, é como se terminasse um longo stresse. Ao mesmo tempo, o novo acelerador é tão complexo, tão grande e tão caro, que a nossa vida durante estes anos não foi nada fácil. Os cientistas, engenheiros e técnicos tiveram que trabalhar juntos, de uma forma muito mais intensa que o habitual, para assegurar que o LHC seria um sucesso.

É difícil liderar quase dez mil cientistas no CERN, que provêm de países e culturas tão diferentes?

Os cientistas estão numa posição peculiar: têm de competir e ao mesmo tempo cooperar. Por isso digo sempre que a Ciência é um lugar onde há competição cooperativa ou cooperação competitiva. E é por isso que gerir um vasto número de cientistas internacionais de origens tão diferentes não é tão difícil como se possa esperar. E é muito gratificante ouvir gente que fala cerca de 80 línguas e dialectos diferentes a conviver, a rir - é uma conquista do CERN difícil de igualar.

OS NOSSOS CIENTISTAS

Ana Henriques

Responsável por 20 cientistas, engenheiros e técnicos (a que se somam mais 200)

Lidera um grupo que trata dos calorímetros no detector de partículas ATLAS, um dos dois principais do LHC. Tem 43 anos e é doutorada em Física. Vai observar as colisões de dois feixes de protões acelerados a altas energias pelo LHC e responder a muitas interrogações dos cientistas sobre a origem da matéria e as forças fundamentais da natureza.

João Varela


Coordena a participação portuguesa no detector de partículas CMS

Este investigador do Instituto Superior Técnico tem 54 anos e é doutorado em Física. Em Portugal lidera o projecto PET, na área da Física Médica (imageologia), que envolve um consórcio com oito instituições. O nosso país está envolvido na experiência do CMS desde o início e tem um grupo de 16 investigadores que construiu o calorímetro electromagnético.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Naruto Shippuuden Episódio 74

Mais um Episódio para os fãs do anime.....
Agradecendo ao grande trabalho que o pessoal da dattebayobrasil e do narutoProject vem fazendo.
Abraço a todos



Título: Sob o Ceú Estrelado
Tamanho
: 48mb
Qualidade: rmvb
Subber: Dattebayo Brasil

Download do Episódio:

Episódio rmvb:

Opção 01: AQUI
Senha: 1EF7EF02

Mirror Links
- Baixar por Easy-Share
- Baixar por MegaUpload

- Baixar por RapidShare
- Baixar por usaUpload

Fonte: NaruroProject

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bleach - Episódio 186

Para todos os Fãs flw



Título:
Ordem de Ataque! Invadam à Mansão Kasumioji
Formato: MKV [704x396]
Vídeo: x264 400kbps
Áudio: HE-AAC 45kbps
Uploader: Naruto-kun

Links para download
- Rapidshare: DOWNLOAD
- Easy-Share:
DOWNLOAD
- Megaupload:
DOWNLOAD

Mais um erro no Google Chrome!

OBS: este erro foi corrigido dia 08/09/2008

Como a maioria dos mortais, também estou procurando bugs no Chrome.... rsrsrs...
Para visualizar o erro, abra o Chrome e na barra de endereço digite " :% " sem aspas, vai aparecer o seguinte alerta.

Um tanto quanto engraçado até.. huiahuiahahauah

Apenas complementando qualquer palavra que você digitar e colocar " :% " no final da mesma sem deixar espaço acontecerá o erro, por exemplo:

iperfly:%
asdasd:%
ffdsa:%
etc:%

Até a próxima

Abraço

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Falha de segurança é detectada no Google Chrome

Todo mundo sabe que quando um gigante como o Google lança algum programa novo, metade da população mundial tenta descobrir um jeito de descobrir uma falha no produto para aparecer. O motivo pode ser até mais nobre do que este algumas vezes, mas estou divagando. O importante é que já encontraram uma falha no Google Chrome.

O grande lance é que o Google usou uma versão velha do Webkit, um módulo que a Apple também utiliza no Safari. Só que Apple lançou um patch para consertar essa falha há uns 2 meses e aparentemente ninguém do Google prestou atenção.

Essa falha permite que um cara malvado execute um programa java na máquina de um usuário de bem, que utiliza o Chrome.

Tá certo que para fazer isso, o usuário teria que autorizar a ação, então teria que rolar um pouco de engenharia social. Tipo "Você prefere a loira ou a morena? Clique na foto" ou algo assim.

Portanto, crianças, não se esqueçam: não conversem com estranhos nem cliquem em qualquer botão que aparece.

Veja exemplo do erro aqui

FONTE: www.terra.com.br

Google Chrome (BETA) para Windows



O Google Chrome é um browser criado para tornar a utilização da Web mais rápida, fácil e segura, com um design simples e sem obstáculos.

Telas



Faça o download aqui http://www.google.com/chrome/?hl=pt-PT

Uma nova abordagem aos browsers by Google.

Na Google, passamos imenso tempo a trabalhar a partir de um browser. Pesquisamos, conversamos, trocamos e-mails e colaboramos através de um browser. E, tal como todos os utilizadores, no nosso tempo livre fazemos compras, lemos notícias e mantemos contacto com os nossos amigos - tudo isto, a utilizar um browser. As pessoas estão a passar cada vez mais tempo on-line e estão a fazer coisas que eram inimagináveis há 15 anos atrás, quando a Web apareceu. Uma vez que estamos tanto tempo on-line, começámos a pensar seriamente no tipo de browser que poderia existir se fosse criado de raiz e com base nos melhores elementos que existem na actualidade. Chegámos à conculsão que a Web evoluiu desde páginas de texto simples até aplicações interactivas e que, por isso, era preciso repensar totalmente o browser. O que precisávamos era não só de um browser mas de uma plataforma moderna para páginas Web e aplicações - e foi a isso que nos propusemos fazer. Assim, apresentamos hoje a versão beta de um novo browser de código aberto: o Google Chrome. À primeira vista, desenhámos uma janela de navegação simples e integrada. Para a maioria das pessoas, não é o browser que importa. Trata-se simplesmente de uma ferramenta para as coisas importantes: páginas, Web sites e aplicações que compõem a Web. Tal como a página inícial da Google, o Google Chrome é simples e rápido. A ideia é que o leve onde quiser da forma mais eficaz possível. Indo mais longe, desenhámos a estrutura para um browser que corresse as aplicações da Web actuais de forma muito superior. Ao manter cada separador independente, conseguimos que a falha de um não provoque a falha dos outros, aumentando assim a protecção contra Web sites instáveis. Aumentámos também a rapidez e a resposta de uma forma geral. Desenvolvemos o V8, um motor JavaScript mais potente, para suportar a próxima geração de aplicações Web que não seria possível nos browsers actuais. Isto é apenas o começo para o Google Chrome. Lançámos esta versão beta para o Windows para partilhar esta discussão e ter o seu feedback o quanto antes. Estamos a trabalhar para oferecer as versões para Mac e Linux e continuaremos a torná-lo ainda mais rápido e robusto. Contámos com a ajuda de vários projectos de código aberto, e estamos empenhados a seguir este caminho. Utilizámos componentes do Webkit da Apple e do Firefox da Mozilla, entre outros - e, neste espírito, estamos a manter todo o código de origem aberto também. Esperamos colaborar com toda a comunidade e ajudar a desenvolver a Web. A Web torna-se melhor com mais alternativas e através da inovação. O Google Chrome é mais uma opção e esperamos que contribua para melhorar ainda mais a experiência on-line. Mas chega de falar sobre nós - a melhor forma de provar o Google Chrome, é experimentando-o.


FONTE: http://www.google.com/chrome/intl/pt-PT/why.html?hl=pt-PT

Abraço galera

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Entrevista com o Hacker mais famoso do Mundo - Kevin Mitnick

O americano Kevin Mitnick ficou conhecido na década de 90 como o primeiro e o mais famoso hacker da história. Ele entrou para a lista de procurados do FBI após uma impressionante trajetória de invasões a sites de empresas e do governo. Em 1995, apanhado em sua casa, foi condenado a cinco anos de prisão por ter causado prejuízos estimados em 80 milhões de dólares. Seu histórico é obviamente o de um transgressor. A diferença de Mitnick para os hackers que andam hoje soltos no ciberespaço é que o americano nunca colocou um centavo no bolso. Seus golpes eram praticados pela tentação do desafio.

Mitnick conseguiu liberdade condicional em 2000 e ficou três anos proibido de se aproximar de um computador ligado na rede. Também foi proibido de ganhar dinheiro escrevendo livros ou artigos sobre suas aventuras de hacker até fevereiro de 2007. Podia apenas escrever ficção e contar proezas alheias. Nesse período, o ex-hacker lançou dois livros, o best-seller A Arte de Enganar, no qual descreve técnicas de invasão de redes com histórias fictícias, e A Arte de Invadir, com histórias reais de amigos e hackers conhecidos (os dois estão disponíveis no Brasil). Agora, finalmente, acaba de lançar sua autobiografia. Hoje, aos 43 anos, o ex-hacker é dono de uma consultoria de segurança de sistemas, a Mitnick Security Consulting, nos Estados Unidos. De Las Vegas, onde vive, ele deu a seguinte entrevista a VEJA:

Veja - O senhor foi considerado no passado o hacker mais perigoso do mundo. Hoje, tornou-se consultor de segurança. Como é estar do outro lado do jogo?
Kevin Mitnick - É uma satisfação muito grande poder ajudar consumidores, grandes companhias e agências ligadas ao governo americano a se proteger dos invasores e das fraudes. De certa forma, é uma maneira de compensar os prejuízos que causei no passado. Invadir sistemas é uma habilidade que pode ser utilizada tanto para fins criminosos, como legítimos. A vantagem, agora, é que utilizo essa habilidade para melhorar a vida das pessoas.

Veja - Como é o seu trabalho?
Mitnick - Muitas empresas me contratam para testar seu sistema e ver até onde um hacker pode chegar. Faço todos os testes, avalio a estrutura e a organização da empresa para levantar todas as falhas de segurança e, a partir dessa análise, ensino a elas como se proteger dos invasores.

Veja - Os hackers de hoje são mais perigosos que os do passado?
Mitnick - De certa maneira, sim. Não porque eles sejam mais competentes que no passado e sim porque o objetivo da invasão mudou. Nas décadas de 80 e 90, uma pessoa tornava-se hacker por hobby. Eram adolescentes em busca do desafio intelectual. Agora, com o advento do e-commerce e dos bancos on-line, o objetivo principal de se tornar hacker é tirar proveito financeiro da empresa invadida, ou derrubar uma companhia concorrente.

Veja - As estratégias utilizadas pelos hackers estão mais sofisticadas?
Mitnick - Os hackers de hoje estão mais eficientes em manter uma rede de comunicação entre si. Muitas vezes, eles unem seus conhecimentos e suas habilidades para descobrir a vulnerabilidade dos sistemas das grandes empresas. É mais rápido e fácil invadir um sistema em grupo do que sozinho.

Veja - Existe crime organizado na internet?
Mitnick - Sim, nos últimos anos as quadrilhas se multiplicaram na rede. Existem várias subdivisões dentro de uma mesma organização de hackers. Enquanto um grupo se concentra na invasão do sistema de computadores, outro se ocupa em obter mais informações dos funcionários da empresa e da organização. Uma terceira frente fica encarregada de vender os dados do cartão de crédito dos clientes dessa companhia no mercado negro, ou informações confidenciais das empresas para os concorrentes. Sempre há muito dinheiro envolvido.

Veja - Há hackers envolvidos com terrorismo?
Mitnick - Não tenho informações de grupos de hackers que utilizam computadores para executar ataques terroristas. O que sabemos que é eles usam muito esse meio para se comunicar entre si, em códigos ou e-mails criptografados, e para descobrir os planos e atividades dos agentes americanos que caçam os terroristas.

Veja - Hoje está mais fácil ou mais difícil invadir os sistemas, se comparado à fase em que o senhor era hacker?
Mitnick - Em algumas situações, está muito mais fácil. Nos últimos anos, a tecnologia contribuiu para melhorar a segurança dos sistemas. O problema é que a maioria das empresas ainda não está preparada para se proteger contra o que eu chamo de engenharia social, ou seja, as estratégias utilizadas pelos hackers para persuadir pessoas e obter dados confidenciais das empresas. Uma companhia pode gastar milhares de dólares em tecnologia de segurança, firewalls e criptografia, mas se o hacker conseguir enganar um funcionário dentro da empresa, e fizer com que ele lhe passe dados como senhas de acesso e arquivos internos, todo o dinheiro gasto com a segurança de sistemas será em vão. E, na maioria das vezes, esse funcionário nem perceberá que ajudou o hacker a organizar um ataque. Atualmente, a mão-de-obra de uma empresa é a parte mais vulnerável ao ataque dos hackers.

Veja - Quem são os principais alvos dos hackers numa corporação?
Mitnick - Antigamente eram os CEOs, porque eles detinham as informações privilegiadas. Mas hoje, com os avanços da tecnologia e a democratização das informações, até os funcionários numa escala bem mais baixa guardam dados confidenciais numa pasta do computador. São esses trabalhadores que os hackers visam. Eles têm acesso a uma grande quantidade de informação sobre a empresa, como a situação financeira da companhia, sua lista de clientes e planos de marketing, mas não têm o conhecimento detalhado do que pode ser uma ameaça à segurança. Assim, caem nos golpes aplicados pelos hackers mais facilmente.

Veja - Que estratégias os invasores utilizam para enganar esses funcionários?
Mitnick - É comum eles ligarem fingindo ser chefe de um departamento e pedir alguma informação sigilosa, dizendo que é urgente. Para convencer o funcionário de que estão falando a verdade, fingem que conhecem algumas pessoas importantes na empresa e utilizam argumentos que fazem sentido no dia-a-dia da companhia, como citar algum evento importante que realmente está para acontecer, ou relatar alguma falha no sistema que ocorre freqüentemente no cotidiano.

Veja - O que as empresas devem fazer para se proteger desse golpe?
Mitnick - Primeiro, é preciso estender a política de segurança a toda a empresa, independentemente da posição. É preciso treinar os funcionários para não se deixar enganar pelos hackers que se passam por gerentes ou prestadores de serviço, orientando a nunca fornecer informações confidenciais por telefone ou e-mail, como dados de acesso ao computador ou a política organizacional da empresa e, após receber esse tipo de mensagem ou ligação, sempre avisar seus superiores.

Veja - Quais são os principais erros que as empresas cometem no sistema de segurança de rede?
Mitnick - Um dos maiores erros é subestimar a capacidade dos hackers de invadir seu sistema. Por não acreditarem que serão alvos de hackers, ou que os invasores não serão tão eficientes a ponto de causar estragos, muitas empresas mantém um sistema de segurança básico, com vários pontos vulneráveis. Entre as principais falhas, estão o fato de não ter um sistema de back-up no banco de dados, não manter o sistema operacional atualizado constantemente, demorar para resolver um problema apontado pelo computador e utilizar senhas de acesso previsíveis.

Veja - Que conselhos o senhor daria para as pessoas protegerem seus computadores?
Mitnick - Manter o firewall ativado evita 80% das invasões. Os ataques mais sofisticados exploram a vulnerabilidade do navegador dos usuários. Para deixar o browser mais seguro, é fundamental manter o antivírus atualizado e instalar no computador um detector de spyware, o programa que se instala no micro sem o consentimento do usuário e passa a monitorá-lo.

Veja - O computador mais seguro é o que está desligado?
Mitnick - Essa idéia é falsa. O hacker consegue convencer o usuário a entrar no escritório e ligar aquele computador. Uma única informação pode ser utilizada de várias maneiras e levar a outras. A arte da fraude consiste em ter paciência e ser persistente. O hacker sabe que pode conseguir o que almeja. Tudo é questão de tempo.

Veja - Quais são os principais crimes cometidos na internet?
Mitnick - Os casos de extorsão, em que os hackers ameaçam tirar do ar o site de uma corporação por um determinado período caso a companhia não pague uma quantia em dinheiro, estão se tornando muito comuns. Um golpe que já existe há alguns anos e continua crescendo é o phishing, ou seja, o envio de mensagens falsas para capturar informações dos clientes, como números de contas bancárias, cartões de créditos e as respectivas senhas. Hoje existe phishing até em sites de relacionamentos e de mensagens instantâneas.

Veja - É seguro utilizar o internet banking em casa?
Mitnick - O serviço de internet banking, por si só, é seguro. O perigo é a existência de brechas dentro do computador do usuário. Um hacker consegue roubar dados do usuário a partir da vulnerabilidade de seu micro e não do serviço de internet banking. Por isso, é fundamental manter todas as ferramentas de segurança do computador pessoal ativadas e atualizadas, como o antivírus e o firewall.

Veja - O senhor utiliza os serviços de internet banking?
Mitnick - Sim, porque se eu for vítima de fraude, o banco terá de me reembolsar. Os riscos, nesse caso, são maiores para o banco e para as operadoras de cartão de crédito que para o próprio cliente.

Veja - Fazer compras em lojas virtuais é arriscado?
Mitnick - Hoje os riscos são os mesmos que os das lojas do mundo real. Um hacker raramente vai se concentrar em invadir um computador para tentar roubar o número de um único cartão de crédito. Isso porque todas as informações enviadas para um site seguro saem criptografadas do computador do usuário. Daria um trabalho imenso e levaria muito tempo para decodificá-las. É claro que é preciso escolher bem a loja on-line que se vai fazer compras, mas isso também vale para as lojas do mundo real. As grandes lojas, como Amazon e eBay, costumam ser mais confiáveis, pois mantém um sistema de segurança eficiente para armazenar os dados financeiros dos clientes.

Veja - Utilizar internet pelo telefone celular é seguro?
Mitnick - Os celulares são o mais novo alvo dos hackers. Para se ter uma idéia, hoje há spywares para celular. A boa notícia é que a tecnologia para esses aparelhos está se aperfeiçoando cada vez mais. Até pouco tempo atrás, utilizar internet pelo celular era arriscadíssimo, mas os fabricantes estão se conscientizando de que implantar um sistema de segurança eficiente também é fundamental para esses equipamentos. Hoje, os riscos de se utilizar internet pelo celular são praticamente os mesmos que os do PC.

Veja - É verdade que utilizar internet pelo celular ou laptop próximo aos aeroportos é perigoso, porque os hackers conseguem roubar dados do sistema com mais facilidade?
Mitnick - Os aeroportos hoje são ambientes propícios para o roubo de dados do computador. Existem quadrilhas que agem nesses locais apenas com esse propósito. Eles se aproveitam das brechas no sistema de um notebook que um sujeito está utilizando no lounge do aeroporto e, utilizando outro laptop, invadem seu sistema. Nesses locais, o risco é muito grande.

Veja - As pessoas ainda reconhecem o senhor na rua?
Mitnick - Algumas vezes. Costumo ser bastante reconhecido quando utilizo meu notebook em público, num café, por exemplo. Não sei se é porque as pessoas associam o computador a mim.

Veja - O senhor se arrepende de ter sido hacker e de ter roubado informações no passado?
Mitnick - Sim, eu era muito imaturo naquele tempo e reconheço que cometi erros estúpidos. Me considero uma pessoa de sorte, pois tenho agora uma nova chance de utilizar minhas habilidades com outros objetivos. Existem hoje muitas formas de aprender sobre as técnicas dos hackers sem precisar invadir o sistema alheio. Há cursos de segurança de sistemas nas universidades e escolas especializadas a preços muito mais acessíveis do que na época em que eu iniciei minhas atividades de hacker.

Veja - Depois que saiu da prisão, o senhor chegou a conversar com Tsutomu Shimomura, o especialista em segurança eletrônica que o desmascarou?
Mitnick - Eu nunca falei com ele em toda a minha vida, nem antes nem depois da prisão. É um sujeito muito arrogante, que se acha mais esperto do que todo mundo. Não tenho o menor interesse em manter qualquer tipo de relação com ele.

Veja - O que o senhor dirá em sua autobiografia?
Mitnick - Contarei em detalhes todas as aventuras que eu vivi quando ainda era hacker, o que eu realmente fiz, por que eu fiz, como foi lidar com os agentes federais americanos, a fuga e a perseguição no ciberespaço. Muito do que foi dito sobre mim até hoje, principalmente sobre como foram as invasões, está incorreto. No livro, vou esclarecer tudo isso.

Veja - Por que o senhor se tornou um hacker?
Mitnick - Virei um hacker não para roubar dinheiro ou tirar vantagem sobre alguma empresa. Era mais pelo prazer de invadir o site de uma grande companhia ou do governo americano e não ser pego. Cada vez que eu era bem-sucedido, aumentava o desafio e os riscos. Era como participar de um jogo on-line em que, ao ganhar, passa-se para outra fase mais difícil.

Veja - Qual foi a invasão mais desafiadora que o senhor praticou quando era hacker?
Mitnick - Uma das mais desafiadoras foi invadir o sistema da Motorola, em 1994. Era um dos mais seguros daquele tempo e ninguém conseguia invadi-lo. Tive de enfrentar vários níveis de segurança até conseguir entrar, de fato.

Veja - É verdade que os hackers brasileiros são os mais habilidosos do mundo?
Mitnick - Eu não conheço nenhum pessoalmente, mas sei que os hackers brasileiros têm essa fama. Alguns grupos no Brasil ficaram conhecidos por modificar a página principal de grandes companhias em todo o mundo.

FONTE: Veja.com

Google vai lançar navegador de código aberto chamado Chrome

O Google está planejando um browser open source chamado Google Chrome, revelou o Google Blogoscoped nesta segunda-feira (01/09).

O blogueiro Philipp Lenssen recebeu, por e-mail, um quadrinho com 38 páginas com detalhes técnicos do projeto do navegador.

Nos desenhos, engenheiros e gerentes de produto explicam que o browser terá como base o mecanismo de desenvolvimento de navegadores abertos Webkit e que, mais adiante, incluirá o Google Gears.

O browser usará o projeto de máquina virtual JavaScript chamado V8, usado par melhorar a performance de JavaScript nos navegadores. Além disso, os processos entre as abas serão separados para que o navegador inteiro não seja sacrificado caso haja problemas em apenas uma delas.

De acordo com o gibi, o Google Chrome terá uma barra de endereços com o recurso "autocompletar", que ainda oferecerá sugestões de sites segundo as palavras digitadas pelo usuário.

O navegador oferecerá um recurso de privacidade que, a partir do momento que o usuário navegar por uma janela "incógnita", tudo que ocorrer ali não integrará o login do computador. Na última versão do Internet Explorer, o recurso - que já falhou - é chamado de InPrivate.

O Chrome terá também uma lista de sites maliciosos, atualizada constantemente para evitar tentativas de phishing.

O Google Brasil não confirmou a existência do projeto ou veracidade dos quadrinhos divulgados.

FONTE: http://computerworld.uol.com.br/


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O que é Python?

Python é uma linguagem de programação interpretada, interativa, dinâmica, orientada a objetos.

O desenvolvimento do Python começou em 1990, no CWI (Instituto de Matemática e Ciência da Computação), em Amsterdão, na Holanda, por Guido Van Rossum, e foi depois continuado pela Python Software Foundation (PSF).

O nome Python teve a sua origem no grupo humorístico britânico Monty Python, criador do programa Monty Python's Flying Circus.

Como é o Python ?

Python é uma linguagem de programação interpretada, interativa, orientada a objetosdinamicamente tipada (não se declarara o tipo de variáveis, retornos de funções e parâmetros) mas fortemente tipada (Os valores e objetos têm tipos bem definidos e não sofrem coerções como em linguagem C ou Perl). O controle de blocos de código é feito apenas por alinhamento (Endentação ou Indentação), não há delimitadores do tipo Begin e End de Algol ou { e } da linguagem C. Oferece tipos de dados de alto nível como strings de verdade, dicionários (também conhecido por hashes ou arranjos associativos), listas, tuples, classes, etc. Aceita outros paradigmas de programação bastantes úteis, como a programação modular, para evitar a "poluição" de nomes e a programação funcional, que descreve mais facilmente determinadas estruturas. A sintaxe é fácil de ser compreedida e rápida de ser desenvolvida; a construção dos tipos de dados são de alto-nível. Python pode ser extendida em módulos de compilação como C, C++. Os módulos de extensão podem definir novas funções e variáveis, também como novos tipos de objetos. Python é semelhante a outras linguagens interpretadas como Tcl, Perl, Scheme e Ruby. (embora funcional)

Foi inicialmente criada para o ensino de programação de computadores mas sem que isso a fizesse uma apenas uma linguagem para iniciação e aprendizagem. É uma linguagem de altíssimo nível, ou seja, bem mais próxima do raciocínio humano que da arquitetura da máquina. Roda nas mais diversas plataformas, desde Unix (Linux, FreeBSD, Solaris, MacOs X etc.), Windows, versões antigas de MacOS até consolas de videogames ou mesmo alguns telemóveis, como a série 60 da Nokia.

Aplicações


Comunidade Brasileira de Python

http://www.pythonbrasil.com.br

Utilização industrial da linguagem

  • Industrial Light & Magic (http://www.ilm.com), produz filmes da série Star Wars, usando extensivamente Python para computação gráfica nos processos de produção dos filmes.
  • IBM (http://www.ibm.com) e consequentemente Philips (http://www.philips.com), entre outras linguagens e aplicativos, usam Python para criar a lógica da prática de negócios para a produção de ferramentas de controle de aplicativos.
  • pmeOffice (http://www.pmeoffice.com) aplicação de Groupware, Gestão Documental e CRM desenvolvida em python.
  • Red Hat Linux (http://www.redhat.com) usa Python para instalação, configuração e gerenciamento de pacotes.
  • Real Networks (http://www.real.com) usa extensivamente Python em testes do sistema e em testes cliente/servidor para plataformas de apoio.
  • Strakt (http://www.straky.com) usa Python para construir a próxima geração de seu rapidíssimo ambiente colaborativo.
  • Object Domain (http://www.objectdomain.com) é uma implementação em Java, compreendendo ferramenta CASE e usando Python para suporte.
  • The7 Afilias INFO (http://www.afilias.info) usa Python como primeira linguagem, uso genérico de alto nível com aplicações .COM desde 1985.
  • Plone Inc. (http://www.plone.org) usa Python para desenvolver seu conhecido software colaborativo Plone.
  • Zope Corporation (http://www.zope.org) usa Python para diversa aplicações como ZOBD (Base de Dados), CMF (aplicações de baixo nível), etc.
  • NASA (http://www.nasa.gov) usa Python em muitos dos seus projetos, incluindo um sistema CAD/CAM e um módulo gráfico usado em missões de planejamento do espaço.
  • The National Weather Service (http://www-md.fsl.noaa.gov/eft) usa Python para preparar previsões meteorológicas. Python também é usado para este propósito no Swedish Meteorological and Hydrological Institute e na TV Sueca TV4.
  • Lawrence Livermore National Laboratories (http://www.llnl.gov) é baseado em um novo ambiente numérico de engenharia em Python, substituindo uma outra linguagem em funcionamento a mais de 10 anos.
  • The Theoretical Physics Division at Los Alamos National Laboratoryhttp://bifrost.lanl.gov/MD/MD.html) usa Python para controlar códigos de grande escala de física em super-computadores paralelos, servidores e clusters. (
  • The US Dept. of Agriculture (http://www.usda.gov) usa Python e Zope para grande quantidade de colaborações.