terça-feira, 11 de novembro de 2008

BMG usa ITIL para reestruturar service desk

Instituição financeira usa biblioteca de melhores práticas para organizar, em um único sistema, todas as solicitações do setor, criando um novo canal de atendimento via web.

Por Redação do COMPUTERWORLD

11 de novembro de 2008 - 07h43

O Banco BMG, maior banco de crédito consignado do País, acaba de fazer o primeiro balanço do processo de reestruturação de seu service desk com base no ITIL, concluído há seis meses. Para isso, a instituição utilizou o Spekx for ITIL, módulo do Spekx for ITIL Governance, desenvolvido pela Mindware.

A instituição mineira tem 4,5 milhões de clientes e uma rede de 600 correspondentes, com 30 mil agentes, com 1,3 mil pontos de venda próprios e 2,7 mil de correspondentes. A área de service desk do banco funciona como uma verdadeira empresa de suporte técnico, oferecendo assistência e infra-estrutura em hardware e software para mais de 20 mil lojas de correspondentes bancários parceiros, empresas privadas e pontos de venda (franquias), espalhados por todos os estados brasileiros, além de atender a mais de 3 mil usuários internos.

A partir da implementação do módulo de incidentes do Spekx for ITIL nas ilhas de atendimento - projeto que durou seis meses - o BMG passou a controlar melhor os níveis de atendimento. “Outro diferencial é a possibilidade de acesso via web. A agilidade proporcionada permitiu a criação de um novo canal de atendimento, com abertura de solicitações via web, e também a emissão de campanhas de satisfação aos usuários”, explica a coordenadora geral de suporte a usuários service desk do BMG, Fernanda Bonsucesso.

Após seis meses de utilização, o BMG teve um aumento de 44,93% no volume de registros, já que agora é possível registrar todos os chamados em um só sistema. Houve uma redução de 28,38% nas solicitações finalizadas com atraso, graças aos alertas e avaliações de qualidade enviadas aos atendentes, usuários e gestores. Foi registrado também um aumento de 24,07% no total de solicitações finalizadas no 1° nível de atendimento. Agora, a média geral no atendimento em 1º nível está entre 80% e 92,25% dos chamados. “Este resultado se deve a maior facilidade de acesso à base de conhecimento, bem como a adoção de scripts”, explica Fernanda.

O público usuário do service desk está dividido em três ilhas de atendimento: usuários internos, que normalmente apresentam dúvidas sobre o sistema operacional e correio eletrônico; pontos de venda, em que a maioria tem dificuldade de manuseio nas impressoras; e correspondentes bancários e revendas, que têm como principal dúvida a navegação nos sites do banco direcionado ao setor de crédito consignado, o BMGConsig e ao financiamento de veículos, o BMGVeículos.

Cada público tem características e necessidades específicas, mas a solução conseguiu unir em uma só tela todas as áreas de atendimento. “Criamos parâmetros para cada um dos atendimentos. No momento do registro, ao escolher o tipo de serviço prestado, o formulário muda dinamicamente, apresentando somente as informações necessárias para aquele atendimento”, explica a coordenadora.

O atendimento aos chamados do Service Desk é feito por 23 técnicos, divididos em dois níveis. As solicitações resolvidas no 1º nível são encerradas automaticamente; para as que necessitam de aprovações, o próprio sistema emite um e-mail fazendo a requisição. Após o encerramento do pedido, o solicitante tem oito horas úteis para reabrir a solicitação, sendo este tempo controlado pela ferramenta. Ao expirar o prazo, o sistema processa o encerramento definitivo.

O Banco BMG registrou lucro líquido de 507,59 milhões de reais em 2007, contra lucro líquido de 263,23 milhões de reais no exercício anterior, variação de 92,8%. Com o resultado, o patrimônio líquido da instituição pulou de 1,004 bilhão de reais para 1,328 bilhão de reais. A rentabilidade patrimonial ficou em 38,2% em 2007, contra 26,2% em 2006. Em 2007, a carteira de crédito mantida em balanço pelo BMG cresceu 54%.


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